quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Guesheft





A postagem de hoje está sendo burilada há um mês, procurei o trecho de Nova York, Eu te amo que eu queria, baixei uma legenda que não casava com o vídeo e fiz o melhor possível para sincronizar. Ainda não está bom, mas cheguei no meu limite e já dá para entender a conversa dos personagens. Tudo isso em homenagem a um amigo, ambos precisamos aprender a arte de negociar.



"Sagrado é o instante em que dois indivíduos fazem uso de sua consciência na tentativa de estabelecer uma troca que otimiza o ganho para os dois. (...) Só dois santos podem entrar em guesheft [negociação] com o máximo de ganho relativizado pelo máximo de ganho do outro e o mínimo de transtorno ou consumo para o universo. Este tipo de transação, que pressupõe a utilização não predatória e a satisfação das necessidades dos que interagem, instaura uma nova natureza. (...) onde os conceitos de justiça e a capacidade humana de 'perceber' o outro tentam introduzir a presença do sagrado na realidade" Nilton Bonder em A cabala do dinheiro



Tendo lido o livro do rabino por inteiro, depois ele vai falar sobre o Todo, sobre sermos Um, sermos indivisíveis – não há outro e não há eu. Entendo que no trecho acima, Nilton Bonder diz que quando duas pessoas conscientes da unidade do universo negociam, respeitando o sustento de cada parte envolvida, elas materializam a consciência do ser uno e colaboram para a ampliação dessa conscientização. Bonder acredita que um dia todos serão conscientes e haverá justiça. Espero que ele esteja certo.





video

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Tal pai tal filha

Filha e Pai (Daughter and Father) é uma animação que eu conheço há muitos anos. Sem diálogos, é daquelas que te emocionam pela narrativa visual. Esse ano tive o prazer de conferir o curta na telona do Odeon, durante a sessão "O melhor dos 18 anos" em nosso querido festival.

Pensei: "ah! essa eu já conheço..."

E o mais surpreendente foi que, exatamente por eu já conhecer, logo na primeira cena me emocionei e comecei a chorar... chorei durante toda exibição. Um verdadeiro transe, uma cartarse – disse uma amiga. Resta-me compreender que emoção é essa que resgato, pois a história do filme parece-me completamente alheia a minha própria história. Aparentemente nunca vivi algo sequer similar.

Como dizem: as aparências enganam.


video

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Anima Mundi 2010

Esse ano fiquei satisfeitíssima com o festival. As duas sessões que vi foram ótimas e ainda assisti o que eu queria da Galeria – uma mostra gratuita que ficava passando curtas initerruptamente.

Quarta fui na exibição de "Anima Mundi 18 anos", vi dois filmes que eu já conhecia, mas nunca tinha visto no cinema e foi divino! Dessa sessão só posso dizer que eu não gostei de Qualquer nota. Os demais foram excelentes! Destaco, por ter sido inédito para mim, o engraçadíssimo Lapsus, depois descobri ser do mesmo estúdio argentino que fez o ótimo filme publicitário Sexteens, que pode ser visto no site do diretor Juan Pablo Zaramella.







Sábado foi a vez da sessão "Curtas 10", também muito boa! O primeiro curta é lindo, chama-se Kinematograf, um filme polonês, cujo trailler pode ser visto nesse link. Acho uma pena que filmes tão belos não estejam disponíveis na internet, meus amigos dificilmente poderão assistir...
















O outro destaque do "Curtas 10" é Der Da Vinci Timecode uma animação feita a partir de detalhes do afresco A Última Ceia de Da Vinci. Impressionante como se parte de algo estático e cria-se tensão, ruído e movimento dando a impressão que estamos diante daquele momento, que pela pintura parece tranquilo, mas na animação se torna um tumulto, um burburinho.







E por fim, gostei demais de Norit Krupi (da Letônia) que mostra uma população inteira de engolidores de sapo... veja um pequeno trecho aqui. Também excelente!




Na galeria, o que eu queria ver era uma animação feita a partir de imagens capturadas da janela de um trem. Senti uma sintonia com o meu projeto Transeunte, de fotos a partir da janela do ônibus. Assista Looploop aqui.






Enfim, para quem ainda puder ver o Anima Mundi 2010, recomendo essas sessões: Curtas 10 e Especial 18 anos.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Animação total

Ainda dá tempo de curtir o Anima Mundi.
Estive vendo a programação e encontrei algumas coisas beeem interessantes:



SESSÕES ESPECIAIS

Anima Mundi 18 anos
Essa sessão é para ir de olhos fechados, rs rs s
Reuniram muito boas animações, a lista está abaixo.

Atama Yama
Father and Daughter (AMO!!!)
Guide Dog
Lapsus
Le Moine et le Poisson
Qualquer Nota
Ring of Fire
The Cat Came Back
The Old Man & the Sea (AMO!!!)
Vida Maria


Mostra África do Sul
Esta coleção de filmes animados da África do Sul é a primeira
do gênero e ressalta a diversidade dessa indústria crescente.
Uma compilação de videoclipes espirituosos, curtas-metragens
premiados e comerciais arrojados, que traz um pouco
do que há de melhor na animação da África do Sul, revelando
a variedade de estilos e estéticas dessa indústria nascida
em casa. Não é de modo algum uma mostra que inclui tudo.
Apenas dá uma noção do incrível talento que reflete as cores,
o caos e as contradições da vida na África do Sul.


Escolas de Animação
Três representantes de diferentes experiências internacionais
no ensino de animação:
Eric Riewer - Gobelins (França)
Marlene Nascimento - Curso de Imagem e Som da Universidade
de Buenos Aires (Argentina)
Maureen Furniss - CalArts (EUA)


Aproveitando estas presenças e para complementar o debate,
o festival exibe mostras selecionadas dos trabalhos finais
desenvolvidos por ex alunos destes centros de formação.




LONGAS

Boogie el Aceitoso
DIR.: Gustavo Cova; Gustavo Cova
PROD.: Gustavo Cova
Argentina Argentina - 2009
DUR.: 01:22:00

Boogie é um assassino frio e cruel que está sempre
em fuga. Um personagem machista e sádico que só
respeita suas próprias regras. Adaptação de uma
das histórias mais famosas do cartunista Roberto
Alfredo Fontanarrosa.

Mary and Max
DIR.: Adam Elliot
PROD.: Melanie Coombs
Austrália Australia - 2009
DUR.: 01:32:00

Mary Dinkle, uma menina gordinha e solitária de
oito anos, mora nos subúrbios de Melbourne. Max
Horovitz, um homem obeso e judeu de 44 anos com
Síndrome de Asperger, vive no caos de Nova York.
Uma história de amizade à distância que aborda o
autismo, o alcoolismo, de onde vem os bebês, a obesidade,
a cleptomania, a confiança, as diferenças religiosas,
e muito mais. Dos criadores de Harvie Krumpet.




PANORAMA

Documentário
Mesmo quando lança mão de grafismos abstratos e todos os recursos da imaginação, o filme de animação pode tratar da mais pura realidade. Às vezes até de forma mais eficiente e documental que as imagens fotográficas.

Essa mostra eu infelizmente não poderei assistir, mas gostaria muito. É instigante ver uma linguagem comumente associada à imaginação, à serviço da documentação.

Terror
A animação permite evocar, provocar ou sublimar todo tipo de emoção humana de forma penetrante e duradoura. Aqui reunimos trabalhos que lidam com medo, horror, repulsa, perversidade, sentimentos macabros, quase nunca suaves...




GALERIA

Seleção de filmes que desafiam e/ou inovam os formatos tradicionais, com experimentações no campo da estética, do roteiro e da percepção da linguagem da animação.

Essa é uma novidade que gostei muito!
Vários filmes exibidos continuamente no Centro Cultural dos Correios.


Além disso tudo, muitas outras coisas e a sempre imperdível sessão de premiação que rola no domingo. Mais informações sobre os filmes no catálogo nesse link. E a programação aqui.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Anima-te

A animação que mais me marcou no festival (AM) do ano passado.

video

Divirtam-se!

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Cinema e cursos


No próximo dia 17 termina meu curso de cinema e história da arte, Diálogos na Tela, que foi muito bom. Nele retornei ao estudo da arte, fui semanalmente para um espaço de exposições e voltei a ler sobre o tema. Tudo isso sem precisar desembolsar um real. 

Com a proposta de ilustrar com filmes um período histórico da arte e depois complementar com palestras sobre o mesmo período, foi um curso enriquecedor. Esses projetos da Caixa Cultural do Rio estão muito bons e recomendo a todos. 

Semana que vem vai começar um outro, de curtíssima duração, que me pareceu igualmente interessante: A literatura no cinema. O evento terá uma mostra com 29 adaptações literárias para o cinema, algumas mesas de debates com escritores, roteiristas e diretores, além de um curso de criação literária, roteiro e adaptação.

Se você tem interesse em fazer roteiros, essa parece ser uma oportunidade para aprender, trocar informações e experiências.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Aprendizados com Educação

Há pouco tempo, por conta de uma lição que o dia-a-dia me deu, pensei sobre porquê tenho tanta certeza que a vida é uma escola. Questionei se creio num desenvolvimento da alma, na possibilidade de uma próxima vida mais feliz... E concluí que não é nada disso que suporta a certeza que tenho, mas sim a constatação do fato: nunca deixamos de aprender. O aprendizado é inerente à vida. 

Por isso, quero reescrever sobre o filme Educação, que me decepcionou quando vi. Achei a protagonista muito boba, muito ingênua e me frustrei, diante da expectativa que eu tinha do filme. Não dei à Jenny a possibilidade de errar e aprender com a experiência, fiquei perguntando: mas ela não percebeu? Mas ela se deixou levar... mas, mas, mas. Como se ela já tivesse que estar pronta. Hoje percebi o quanto me projetei e o quanto me exijo o tempo todo.


Ao ler a sinopse do filme, idealizei uma Jenny sábia, onipotente, diria a Glória – sim, continuo cometendo os mesmos erros, repetindo, repetindo –, que prevê tudo e consegue agir de uma forma tão perfeita... projetei um mito antes. E depois, quando me vi na personagem tão real e tão falha me repeli.


O legal do filme é mostrar que apesar dos erros, há sempre uma nova forma de agir e a possibilidade de refazer. Uma repetição que não está aprisionada na mesma fórmula, mas busca novas soluções que nos façam mais felizes, não em outra, mas nessa vida.

Assim, refaço meu transe, acreditando que essa reconstrução também não é tão fácil e rápida quanto o filme mostrou, mas também não é difícil de se fazer, está ao nosso alcance, basta ir um pouco além do cômodo e se mover. Leia o primeiro transe nesse link.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Créditos de abertura favoritos

Sou admiradora de créditos de filmes, tanto finais quanto os de abertura. Já falei sobre o final de Quem Quer ser um Milionário e agora trago minha abertura favorita: Durval Discos, que começa de forma brilhante, mostrando um subúrbio paulista verossímil. Os créditos tiram partido da abundância de informação textual que existe num lugar como aquele e integra-se perfeitamente ao cenário. Há um jogo estimulante de reconhecimento, onde o espectador é desafiado a descobrir o que foi inserido na paisagem e o que faz parte dela. A integração entre a cena de abertura e o texto é perfeita, não existem quebras.


video

Antes de Durval Discos, minha abertura favorita era a de Quase Famosos, exatamente por essa integração da cena ao texto, mas enfraquece no final, deixando acontecer uma quebra. Os créditos foram divididos em duas partes: uma com os atores (é dessa que eu gosto) e outra com os créditos mais técnicos, onde o texto é sobreposto à cena inicial, sem novidade. Já o filme brasileiro abre mão dos créditos técnicos no início e mantém a integridade e a fluidez: Olé!


video

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Na Cidade de Sylvia

O título desse texto poderia ser "Porque vou ao cinema — cont." mas eu queria enfatizar o nome desse precioso filme, que vai passar na mostra de cinema catalão, na Caixa Cultural do Rio, sexta-feira próxima às 19h. Recomendo fortemente, mas esse não é um filme comum. Não se pode assistí-lo com a expectativa de uma boa história ou com o anseio de tirar dele algum ensinamento para a vida. Também não é um filme de adrenalina, muito pelo contrário, são os 84 minutos mais longos que já vi no cinema.



Na Cidade de Sylvia quase não tem diálogos, também não tem história. Sua narrativa é puramente visual e o extremo silêncio sutiliza as sensações provenientes da sonoridade. A lentidão em que tudo se passa é um convite à pausa, à contemplação... quanta beleza há na cidade, nas pessoas, no som da rua, no compasso do caminhar. A cidade de Sylvia é belíssima, as mulheres são encantadoras... não importa para onde a câmera olhe, há sempre uma imagem perfeita sendo capturada. Obviamente, esse olhar é idealizado e concretizado apenas na tela do cinema. Mas não importa... o que posso levar desse olhar para a Av. Rio Branco? Quando digo que desejo experimentar outros olhares vendo filmes, nisso cabem aqueles que são puramente estéticos, pra mim, isso é entretenimento, prazer e aprendizado.



A Mostra de Cinema Catalão começou nessa terça e conta com a presença do diretor José Luiz Guerin. Confira a programação e um trecho de En la ciudade de Sylvia abaixo.

Terça (01.06),
às 16h30m: “Cravan vs. Cravan”, de Isaki Lacuesta (2002).
Às 18h30m: “Inisfree”, de José Luiz Guerín (1990). Sessão apresentada pelo diretor.


Quarta (02.06),
às 17h: “Tren de sombras”, de José Luis Guerín (Espanha, 1998).
Às 19h: “Más allá del espejo”, de Joaquim Jordà (Espanha, 2006).


Quinta (03.06),
às 16h30m: “La terra habitada”, de Anna Sanmartí (2009).
Às 18h30m: “En construcción”, de José Luís Guerín (2001).
Sessão apresentada pelo diretor.


Sexta (04.06),
às 17h: “El Sastre”, de Óscar Pérez (2007); “Salve Melilla”, de Oscar Pérez (2006).
Às 19h: "En La Ciudade de Sylvia", de José Luís Guerín (2007).

Sábado (05.06),
às 15h30m: “De niños”, de Joaquin Jordà (2003).
Às 19h: “Unas fotos en la ciudad de Sylvia”, de José Luis Guerín (2007).
Sessão apresentada pelo diretor, seguida de debate com o diretor e Cao Guimarães.

Domingo (06.06),
às 15h30m: “Ich bin Enric Marco”, de Santiago Fillol e Lucas Vermal (2009).
Às 17h30m: “Paralelo 10”, de Andres Duque (2005); “Ivan Z”, de Andres Duque (2004).
Às 19h30m: “La leyenda del tiempo”, de Isaki Lacuesta (2006).

Os filmes não são recomendado para menores de 16 anos. Os ingresso custam R$ 4,00 a inteira.
O vídeo abaixo ficou cortado, por isso recomento sua visualização no próprio You Tube: clique aqui.


quarta-feira, 26 de maio de 2010

Por que vou ao cinema?




Na gênesis desse blog escrevi sobre a função de entorpecimento que a arte e, em especial, o cinema exercia na minha vida. Quase dois anos se passaram e hoje percebo algumas outras sutilezas dessa função. Percebi que se o cinema fosse apenas um entorpecente, daria preferência aos filmes de puro entretenimento, coisa que não acontece.

Procurei saber porque gosto de filmes tidos como pesados, monótonos, entediantes, etc. Será que busco uma diferenciação? Será que quero me sentir superior? Quero parecer culta? Não descarto nehuma dessas possibilidades, mas andei consultando sinceramente meu coração e senti que o principal motivo, aquele que me leva às salas de cinema toda semana, é a busca pelo novo, pelo diferente. Quero experimentar outros olhares, novas sensações. Desejo aprender e descobrir o mundo, como uma criança. O cinema é o meu brinquedo, o meu livro.


quarta-feira, 19 de maio de 2010

ser ou não ser...



Estou repensando minha cinefilia e entre as reflexões está a manutenção desse blog. Há 19 meses no ar, escrevendo quase toda semana, confesso que estou cansada. Não sei se é cansaço ou apenas uma fase de recolhimento. Acontece que entrei numa onda de muito forte: cinema às quartas, blogue às quartas e sábado um curso de história da arte com exibição de filmes. Acabou pesando para uma simples distração cinéfila. Trabalho, cuido de casa, tenho quatro gatos, família, amigos, blogues, exercito o corpo e está ficando difícil conciliar.

Não digo que acabou, mas por enquanto, estou me desobrigando da periodicidade...

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Histórias sobre o amor

Um homem encontra uma mulher...








O título desse texto não é original, foi extraído de uma das primeiras frases do filme 500 dias com ela: "Esta não é uma história de amor. Esta é uma história sobre amor". Disseram-me que este era um romance diferente e intrigante, que te fazia pensar. Assisti acreditando até o último minuto que algo me surpreenderia, mas pelo contrário, vi muitos clichês – inclusive o do homem apaixonado (por quem todas as mulheres reais vão suspirar) e uma mulher objetiva (bem do jeito que os homens gostariam – Será?). Inverter o padrão do comportamento masculino e feminino não é novidade... dizer que se você não encontrou seu amor é porque não observa bem a paisagem... também não. Colocar as mulheres como mais maduras que os homens... risível. Enfim, minhas expectativas sobre o que seria dito sobre o amor foram muito maiores e a frustração foi certa, como ilustrado de forma inteligente na cena da imagem abaixo. A virtude do filme está nas qualidades técnicas: montagem, direção de arte e trilha sonora, que são ótimas.




Em contrapartida, outro homem encontra outra mulher...




Depois de me decepcionar com 500 dias com ela, caiu em minhas mãos o filme Apenas uma vezOnce, no original. Uma deliciosa surpresa pela forma delicada que consegue falar sobre o amor e nos fazer refletir. Um filme leve, com uma história inteligente e simples.



Então, fica a dica: se você não gostou de 500 dias com ela, assista Apenas uma vez. E se você gostou do primeiro, vai gostar do segundo também.

Se quiser sentir o clima do filme, assista um trecho no vídeo abaixo e de quebra conheça a música que valeu um Oscar, por melhor canção original, composta pelos atores que também são músicos e foram responsáveis por toda trilha sonora.



Filme "Apenas uma vez" - cena da loja musical ("Once" movie - Music Store Scene) from Eduardo Loureiro Jr. on Vimeo.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Diálogos na Tela



Estou muito feliz por estar fazendo um curso de cinema e história da arte no Caixa Cultural!!! Funciona assim: cada sábado uma aula sobre um período histórico da arte, cada palestrante escolhe um filme para ser exibido antes da aula.

O primeiro filme foi 2001 Uma Odisséia no Espaço e o tema era arte rupestre. O segundo foi Desprezo, do Godard, seguido pela palestra sobre arte grega. No sábado em que o filme do Kubrick foi exibido, não pude ficar para a aula, mas me disseram que foi ótima, com o palestrante falando sobre as pinturas pré-históricas e a contemporânea arte de rua.

A aula sobre arte grega eu assisti e gostei bastante, o palestrante Ivair Reinaldim conseguiu traçar um panorama claro e amplo sobre o tema. É delicioso parar um pouco e visitar o passado, a aurora da civilização ocidental. Mas também é uma pena que por conta do número limitado de 16 encontros, muitas culturas acabem ficando de fora da mostra, como a arte egípicia, chinesa e persa, só para citar alguns exemplos que lembrei agora e considero interessantes para esse momento do curso.

Enfim, essa é uma excelente oportunidade de aprender e se divertir ao mesmo tempo! Quem quiser participar, basta tentar uma vaga através do e-mail (curso@modooperante.com.br) ou tentar a sorte no dia. Eu tentei a sorte e consegui desde o primeiro encontro, agora já estou inscrita. Mais informações você encontra no blog da mostra. O próximo filme será Gladiador e o tema é arte romana. Nos vemos lá! = ;-)


__________

P.S.: A foto que ilustra esse texto foi retirada do blog do evento.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Mais sombras que luz...


Obscuras são as raízes do Nazismo, assim como as cenas de A Fita Branca.

Imersos na escuridão de uma sociedade anterior à luz elétrica, no início da segunda década do século passado, uma comunidade rural alemã é retratada de forma belíssima. A ausência de cores reforça a sisudez de um povoado onde a alegria estava restrita a uma festa por ano, após a colheita. Esse foi um dos berços do nazismo e assim procura-se entender sua origem. 

A rigidez na educação, a violência doméstica e a ausência total de afeto teriam levado os alemãs a construírem campos de concentração? A pergunta é parecida com: a pobreza gera a violência nas cidades? E segue-se: apenas a sociedade alemã era rígida daquela forma? Todos os pobres são violentos? Não, claro que não! Cada um reage de uma forma... a secura e a violência mostrada no filme alemão não é muito distante daquela vista em Abril Despedaçado, que se passa na mesma época no sertão brasileiro. Estou certa de que a educação dos meus avós não foi muito diferente também. Acho que é a mesma questão do filme A Onda, somos tão diferentes daqueles alemães?

Então, por que a Alemanha? Creio que a pergunta ainda não foi respondida. Talvez porque a explicação não seja simples nem confortável. Talvez a resposta nos leve a ver que não temos controle disso e que outros eventos como esse podem surgir — isso se acreditamos que não existem mais. Talvez a melhor pergunta seja apenas "por quê?". E ainda devemos satanizar os alemães, que viraram o Judas do século XX?

Foi com essas questões que saí do cinema no dia em que vi A Fita Branca. E agora uma amiga me mostrou esse texto, que expressa de forma embasada aquilo que eu apenas sinto. É longo, mas vale a leitura. Para quem ainda não viu o filme e prefere se preservar, o texto conta algumas cenas e vale a pena ver o filme antes de ler.

Reflexões à parte, o filme é uma obra de arte. Vale a pena ser visto no cinema.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Romances




Para não dizer que não falei de romances nesse mês de março, esse texto é dedicado às noivas que eu amo... as noivas de Tim Burton. Dentre elas, a que mais me impressionou foi a Mrs. Lovett, de Sweeney Todd, ela que sabe o que quer e luta por seu amado. Apesar da brutalidade da vida que viviam, Mrs. Lovett é uma sonhadora e faz planos, como qualquer mortal do sexo feminino. Uma prova disso é o trecho em que ela abre seu coração ao amado barbeiro, que atentamente compartilha seus sonhos.




Outro casal muito romântico é Sally e Jack de O Estranho Mundo de Jack. Uma noiva atenciosa que faz de tudo para auxiliar seu amado, mesmo sem a autorização dele. Eu penso assim: somos todos uns monstrinhos, mas tudo que buscamos é amar e ser amado. Então, viva o romance!




E para provar que eu acredito no amor... deixo vocês com uma cena memorável de Clube da Luta (é spoiler) onde "Jack" diz para Marla que ela entrou na vida dele numa época complicada, mas que agora ele está bem e que é para ela confiar nele, que tudo ficará bem. E eu confio nele!! Apesar do desfecho da cena...




Mesmo nessa confusão, sei que apenas quando não sabemos bem o que fazer é que temos oportunidade de transformar... nesse ponto sou esperançosa.

______________________

P.S.: passei duas semanas apanhando nesse blog pra conseguir adicionar os vídeos... que surra! Isso é para eu explicar a ausência da semana passada e o atraso nessa. Mas eu queria muito colocar minhas noivinhas amadas! E agora já sei como fazer essa coisa funcionar.

quarta-feira, 10 de março de 2010

E a vida nos ensina...

Na semana dia Dia Internacional da Mulher, decidi escrever sobre o último filme que me tocou na questão femina: Educação. Confesso que saí do cinema meio embrulhada, desconfiada que no dia seguinte eu tivesse uma opinião melhor sobre o filme, mas naquela noite ele não me caiu bem. Sorte que eu estava com amigos, que me sinalizaram uma exigência demasiada em relação à protagonista.

Eu esperava mais dela, uma menina de 16 anos, no início da década de 60, cheia de dúvidas em relação à utilidade da educação feminina. Mesmo sendo uma aluna inteligente, a melhor de sua turma, prestes a ingressar na Universidade de Oxford. Ela não conseguia se desvencilhar do destino óbvio de todas as mulheres, que no final das contas parecia dar no mesmo lugar: marido e filhos.

Hoje as mulheres são independentes, possuem emprego, carro, casa e pagam suas contas. As coisas parecem diferentes. Elas não duvidam mais da necessidade de fazer uma graduação e construir uma carreira. Somos independentes! Ou quase... no dia-a-dia ainda lutamos por um lugar ao sol em território afetivo, vivemos num campo emocional minado e qualquer passo em falso pode detonar uma bomba que deixa a mulher em frangalhos.

Achamos óbvia a necessidade de encontrar um homem que queira dedicar a vida dele a uma família que nos inclua. Apostamos nos filhos e contruímos nosso sonho romântico. Mas os homens possuem uma mobilidade maior, conseguem sair das relações menos feridos e abdicam de boa parte da educação dos filhos, mesmo casados. Assim, as mulheres cursam uma graduação, constroem uma carreira e no final tudo vai dar no mesmo lugar: ex-marido e filhos. 

Por isso, hoje dedico esse texto às mulheres e desejo a todas nós independência afetiva.

quarta-feira, 3 de março de 2010

A queda



Resistir ou render-se? Eis a minha questão diante do filme "A Queda – As últimas horas de Hitler", que em Portugal recebeu o nome de "A Queda – Hitler e o Fim do Terceiro Reich" e achei mais coerente com a narrativa, que não se prende ao ditador, mostrando os últimos dias da resistência Alemã em Berlim. Portanto, é um filme que fala também sobre a força, moral, lógica e fragilidades do ato de resistir. 

Somos criados para ser fortes, não ceder e lutar. Se vamos mal numa prova, tentamos outra vez e não desistimos. Isso é bom! Existem pessoas que tentam durante anos a mesma prova... isso é bom? Tenho minhas dúvidas. Não seria melhor aceitar a incapacidade e a fragilidade, buscando uma oportunidade mais favorável? O problema com a resistência é quando ela se torna obstinada e inflexível. Não se passa anos na terapia aprendendo a perde de vez em quando? As perdas são saudáveis!

Não queremos ser frágeis, mas a força reside no ato de admitir a fragilidade, aceitar que somos dependentes, que temos limites, que nenhuma situação é eterna, que o topo é só um estágio passageiro. É nesse ponto que a resistência torna-se um câncer que a tudo destrói.

"Se não podemos viver sem limites, também não podemos viver dentro de limites sufocantes. Assim, é preciso limitar até as Limitações." e "Quando um caminho termina, convém aceitar com serenidade o novo rumo que está se configurando." Alayde Mutzenbecher – I Ching, hexagrama 60

 Sigo na luta pela fragilidade, pela aceitação dos meus limites e incapacidades externas.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Como transformar vida em poesia

Um dos prazeres que mais prezo é o que podemos sentir por um ofício. Amo meu trabalho e não consigo me imaginar sem essa paixão. Posso me ver amando outro ofício, mas jamais trabalhar sem amor. Não importa a profissão: educador, pesquisador, jornalista, engenheiro... designer ou pintor. A alegria que surge do fazer transforma a vida em poesia.

Moça com brinco de pérola tocou nesse ponto e me encantou, na verdade me extasiou com a sensibilidade com que mostra o prazer que a arte pode proporcionar. A paixão pela luz, pelas cores, composição, tintas... e pelas formas naturalmente belas. O amor compartilhado pelos protagonistas é o envolvimento que ambos tinham com o ofício da pintura. E essa é uma linda história de amor. (Confira um trecho dessa bela paixão aqui).





Foi impossível não me encantar pelo azul e amarelo utilizado por Vermeer ao retratar a moça. Não apenas pelo efeito que causa na pintura, mas também pelo entusiasmo mostrado entre a aquisição do pigmento e sua fixação na tela. Que alquimia deliciosa!

Para mim o filme é uma pintura em movimento, não por ser um vídeo e ter uma fotografia exuberante, mas pela forma como exibe o possível processo de criação de uma pintura que transcendeu no tempo.

O trajeto desenhado pelo tempo entre a pintura e o filme também é bonito: um homem retrata uma jovem com paixão, três séculos depois uma mulher se encanta pela obra e desconhecendo a história da moça, decide criá-la através da literatura. Finalmente, o livro é adaptado ao cinema.

Sugestão: baixe o papel de parede do quadro aqui, e apaixone-se se for capaz.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Minha fantasia de Carnaval

Está rolando, entre as minhas amigas do facebook, uma brincadeira para o Carnaval: cada um coloca na foto do perfil um retrato de famoso com que se parece. Assim, cada um se fantasiaria virtualmente. Essa é uma prática bastante comum no universo digital. Nos blogues, chats e redes sociais da vida você pode ser quem quiser. Daí os avatares...

Bem, aqui já encarno a Amelie Poulain por seu espírito sonhador, mas em momento algum eu quis ser ela. Gosto das personagens fortes. Minha fantasia favorita seria a carrancuda, calada e muito eficiente Trinity de Matrix. Ela sim! É uma fantasia e tanto!

Desde os primeiros minutos do filme, logo após o agente Smith dizer que os policiais já estavam mortos ao tentarem encurralar aquela mocinha, ela me encantou numa sequência onde Trinity, aparentemente num beco sem saída, agride os policiais num balé aéreo memorável, foge pela janela, corre pelos telhados, pula entre prédios, se joga numa janelinha minúscula para cair já de arma em punho e conseguir fugir. Pronto! O filme já tinha me ganhado, e a partir dali meus esforços seriam compreender como ela conseguia fazer aquilo tudo, que lógica havia na trama.









Trinity é uma personagem feminina forte, objetiva, consciente de sua capacidade, séria em sua missão, mas sem perder capacidade de amar. É lamentável que as sequências de Matrix tenham acabado com tudo, inclusive com a magia dela. Pra mim, só existiu um filme chamado Matrix, os demais foram produtos da Matrix.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Julie e Meryl

Sábado passado vi Julie e Julia, uma delícia... forrem o estômago antes de assistir ao filme!

O que mais me chamou atenção foi a personagem de Meryl Streep, Julia Child. Foi tão legal que terminei o filme com uma vontade enorme de conhecer a Julia real, apresentadora de um programa de culinária nos EUA durante a década de 60.  Catei na internet e encontrei esse vídeo, que só um fã faria! Uma comparação entre cada detalhe de um programa de TV,  que efetivamente foi ao ar na década de 60 e que foi interpretado pela Meryl Streep. A fã não era da atriz e sim da cozinheira, que achou a interpretação exagerada.


video


Gostei tanto da personagem quanto da Julia real. A personagem é mais caricata e cativa pela alegria e espirtuosidade. A Julia Child, além de espirituosa transmitia uma seriedade, respeito e comprometimento formidáveis! Seus vídeos demonstram que ela não estava na TV para enrolar e atrair público, como acontece nos atuais programas culinários. Ela se colocava diante das câmeras com o verdadeiro propósito de ensinar, de forma acessível, a complexa culinária francesa. E com sua seriedade ela conseguia! Recomendo esse vídeo, onde ela demonstra que fazer uma omelete é algo muito simples, basta usar os utensíclios adequados e conhecer umas dicas básicas. Deu até uma pequena vontade de cozinhar... mas já passou!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Chanel e seus amores


Não sei se fiquei com o meu feminismo ferido ou se perdi o mito da mulher poderosa, mas senti que Coco Chanel é magnânima demais para ser descrita por suas desilusões amorosas.

Eu esperava ver mais do trabalho dela e menos dos romances. Fiquei frustrada... esse hábito de não ler sinopses e críticas antes de assistir um filme possui certos efeitos colaterais. O único ponto positivo do filme, na minha opinião, foi a caracterização e atuação de Audrey Tautou, que não chega aos pés de Amelie, mas foi bem.

Ouvi dizer que Simone Bovary, no livro O segundo sexo, escreve que pode contar sua história através dos romances que teve. Não li o livro, não posso emitir opinião nem saber em que contexto a frase está... estou lendo e se eu encontrar algo, acrescento aqui. Sim, fui ler para confrontar meu feminismo de latinha. Ano passado li O Amante de Maguerite Duras, que conta parte da vida da autora e seu pensamento libertário através de uma relação afetiva. Apesar do romance descrito, o livro não é sobre o romance, mas sobre a trajetória de uma vida e a evolução das ideias através das experiências vividas de forma aleatória, não planejada.

Já o filme sobre Coco Chanel não tem ideias, as que surgem brotam de forma tão estaparfúrdia que parecem banais e fáceis. Enfim... não gostei. Terminei de ver o filme louca de vontade de ler mais sobre a estilista revolucionária. Nos blogues da vida encontrei o livro abaixo... Alguma outra sugestão de leitura, documentário e coisas do gênero?

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Avatar x Matrix

Eu não tinha pensado em ver, mas uma declaração de que o impacto causado por Avatar era semalhante ao causado por Matrix, acabou me convencendo a ver o filme e conferir se era isso mesmo. Não sei se foi a expectativa criada pela lotação nas salas de cinema ou a distância de dez anos entre um filme e outro, mas Avatar não me impressionou tanto quanto Matrix

Na verdade, não sei se hoje Matrix me entusiasmaria tanto quanto me entusiasmou há dez anos. Talvez eu tenha amadurecido, visto mais filmes e me tornado insensível a muitas coisas... o fato é que achei Avatar fraco. Entulhado de clichês. Já vi esse filme de diversas formas diferentes... engraçado, Matrix também é cheio de clichês, mas tem umas coisas que pra mim eram "novas" naquele momento, umas questões filosóficas, sobre a ilusão do mundo. A realidade não é absoluta, existem muitas coisas que estão além dos nossos olhos...

Avatar não tem nada de novo além do cenário, mas que também não é tão espetacular assim. Pandora é bonita, tem uma flora e fauna belíssimas, com cores, movimentos e luminosidades inusitadas... mas não sei, fiquei com uma sensação de deja-vu diante de cenários como esse:


As imagens mais interessantes não estão na web, logicamente...

O povo Na'vi é uma mistura de elfos com índios. Também sem novidades... exibem uma conexão profunda com a natureza e acho acho que o filme poderia ter se aprofundado mais na questão da sustentabilidade. Aliás, o filme não se aprofunda em nada, em personagem algum. É tudo muito superficial. E falando em frivolidades, gostei do alargador que eles usam, adoro alargadores. Também gostei das caudas... sempre quis ter uma! rs rs s

OK, tiveram coisas legais... mas que foram apenas pinceladas no filme. As aves, amei as aves (Ikrans) e a forma como os Na'vi se comunicavam com os seres em geral, através de raízes. A forma como os Ikrans e os Na'vi se escolhiam também é curiosa, dá pra refletir sobre isso na vida. Como a gente se escolhe, como reconhecemos os amigos, os parceiros, como são essas escolhas? A rivalidade não é uma forma de conexão? 

Enquanto as cenas de ação em Matrix me tiravam da cadeira e me deixavam ligada, as de Avatar me cansaram. Nada se compara à invasão de Neo e Trinity para resgatar Morpheus. Na boa, para mim, Avatar não chega nem aos pés de Matrix!

Enfim, esse foi meu primeiro filme 3D e o efeito é bem interessante. Fiquei imaginando como teria sido Matrix em 3D... aquela cena das pilhas humanas... teria sido SENSACIONAL!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Expectativas sobre Avatar



Confesso que só fiquei sabendo sobre esse Blockbuster na semana de estreia, por causa de uma amiga que tem um filho adolescente e ansioso para ver essa aventura intergalática. Nem mesmo o cartaz me chamou atenção, pensei: mais um filme sobre colônias espaciais, cheio de efeitos especiais. Mas depois de muito resistir, vou ver Avatar 3D. Não queria assistir, suspeito que eu não vá gostar, mas uma coisa é certa: se for para ver, que seja no cinema! E depois de tantos elogios – e pedradas também – cedi. Li uma declaração, no Twitter, de um rapaz que dizia que há muito tempo um filme não o marcava tanto, o último tinha sido Matrix. Como Matrix também me marcou... fiquei mais esperançosa.

Então, o primeiro momento foi tomar ciência do pipocão, depois me convencer de que eu deveria ver e agora acordo para outro fato: é preciso comprar os ingressos com dias de antecedência, mesmo depois de mais de um mês em cartaz  =:-O

Havia me planejado para assistir nessa quarta, mas na terça os ingressos até quinta estavam lotados. E os ingressos para sexta ainda não estavam sendo vendidos! Piração total!!! Nunca vi isso acontecer... o que me leva a crer que o tal diretor, James Cameron, tem talento para ganhar dinheiro, já que seu último sucesso estrondoso foi Titanic. Mas ele não para por aí! Seu brilhantismo começa em O Exterminador do Futuro (os dois primeiros de uma trilogia aclamada pelo público), continua em Aliens (um sucesso total) e Titanic para culminar (será esse o cume?) em Avatar... sensacional! Com um ou outro menos conhecido, sua filmografia possui poucos filmes, mas a maioria deles foram sucessos alucinantes. Um fenômeno!