quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Guesheft





A postagem de hoje está sendo burilada há um mês, procurei o trecho de Nova York, Eu te amo que eu queria, baixei uma legenda que não casava com o vídeo e fiz o melhor possível para sincronizar. Ainda não está bom, mas cheguei no meu limite e já dá para entender a conversa dos personagens. Tudo isso em homenagem a um amigo, ambos precisamos aprender a arte de negociar.



"Sagrado é o instante em que dois indivíduos fazem uso de sua consciência na tentativa de estabelecer uma troca que otimiza o ganho para os dois. (...) Só dois santos podem entrar em guesheft [negociação] com o máximo de ganho relativizado pelo máximo de ganho do outro e o mínimo de transtorno ou consumo para o universo. Este tipo de transação, que pressupõe a utilização não predatória e a satisfação das necessidades dos que interagem, instaura uma nova natureza. (...) onde os conceitos de justiça e a capacidade humana de 'perceber' o outro tentam introduzir a presença do sagrado na realidade" Nilton Bonder em A cabala do dinheiro



Tendo lido o livro do rabino por inteiro, depois ele vai falar sobre o Todo, sobre sermos Um, sermos indivisíveis – não há outro e não há eu. Entendo que no trecho acima, Nilton Bonder diz que quando duas pessoas conscientes da unidade do universo negociam, respeitando o sustento de cada parte envolvida, elas materializam a consciência do ser uno e colaboram para a ampliação dessa conscientização. Bonder acredita que um dia todos serão conscientes e haverá justiça. Espero que ele esteja certo.





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