
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Por que vou ao cinema?

quarta-feira, 19 de maio de 2010
ser ou não ser...

Estou repensando minha cinefilia e entre as reflexões está a manutenção desse blog. Há 19 meses no ar, escrevendo quase toda semana, confesso que estou cansada. Não sei se é cansaço ou apenas uma fase de recolhimento. Acontece que entrei numa onda de muito forte: cinema às quartas, blogue às quartas e sábado um curso de história da arte com exibição de filmes. Acabou pesando para uma simples distração cinéfila. Trabalho, cuido de casa, tenho quatro gatos, família, amigos, blogues, exercito o corpo e está ficando difícil conciliar.
Não digo que acabou, mas por enquanto, estou me desobrigando da periodicidade...
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Histórias sobre o amor

Em contrapartida, outro homem encontra outra mulher...

Então, fica a dica: se você não gostou de 500 dias com ela, assista Apenas uma vez. E se você gostou do primeiro, vai gostar do segundo também.
Se quiser sentir o clima do filme, assista um trecho no vídeo abaixo e de quebra conheça a música que valeu um Oscar, por melhor canção original, composta pelos atores que também são músicos e foram responsáveis por toda trilha sonora.
Filme "Apenas uma vez" - cena da loja musical ("Once" movie - Music Store Scene) from Eduardo Loureiro Jr. on Vimeo.
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Diálogos na Tela

Estou muito feliz por estar fazendo um curso de cinema e história da arte no Caixa Cultural!!! Funciona assim: cada sábado uma aula sobre um período histórico da arte, cada palestrante escolhe um filme para ser exibido antes da aula.
O primeiro filme foi 2001 Uma Odisséia no Espaço e o tema era arte rupestre. O segundo foi Desprezo, do Godard, seguido pela palestra sobre arte grega. No sábado em que o filme do Kubrick foi exibido, não pude ficar para a aula, mas me disseram que foi ótima, com o palestrante falando sobre as pinturas pré-históricas e a contemporânea arte de rua.
A aula sobre arte grega eu assisti e gostei bastante, o palestrante Ivair Reinaldim conseguiu traçar um panorama claro e amplo sobre o tema. É delicioso parar um pouco e visitar o passado, a aurora da civilização ocidental. Mas também é uma pena que por conta do número limitado de 16 encontros, muitas culturas acabem ficando de fora da mostra, como a arte egípicia, chinesa e persa, só para citar alguns exemplos que lembrei agora e considero interessantes para esse momento do curso.
Enfim, essa é uma excelente oportunidade de aprender e se divertir ao mesmo tempo! Quem quiser participar, basta tentar uma vaga através do e-mail (curso@modooperante.com.br) ou tentar a sorte no dia. Eu tentei a sorte e consegui desde o primeiro encontro, agora já estou inscrita. Mais informações você encontra no blog da mostra. O próximo filme será Gladiador e o tema é arte romana. Nos vemos lá! = ;-)
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P.S.: A foto que ilustra esse texto foi retirada do blog do evento.
quarta-feira, 31 de março de 2010
Mais sombras que luz...

Obscuras são as raízes do Nazismo, assim como as cenas de A Fita Branca.
Imersos na escuridão de uma sociedade anterior à luz elétrica, no início da segunda década do século passado, uma comunidade rural alemã é retratada de forma belíssima. A ausência de cores reforça a sisudez de um povoado onde a alegria estava restrita a uma festa por ano, após a colheita. Esse foi um dos berços do nazismo e assim procura-se entender sua origem.

A rigidez na educação, a violência doméstica e a ausência total de afeto teriam levado os alemãs a construírem campos de concentração? A pergunta é parecida com: a pobreza gera a violência nas cidades? E segue-se: apenas a sociedade alemã era rígida daquela forma? Todos os pobres são violentos? Não, claro que não! Cada um reage de uma forma... a secura e a violência mostrada no filme alemão não é muito distante daquela vista em Abril Despedaçado, que se passa na mesma época no sertão brasileiro. Estou certa de que a educação dos meus avós não foi muito diferente também. Acho que é a mesma questão do filme A Onda, somos tão diferentes daqueles alemães?

Então, por que a Alemanha? Creio que a pergunta ainda não foi respondida. Talvez porque a explicação não seja simples nem confortável. Talvez a resposta nos leve a ver que não temos controle disso e que outros eventos como esse podem surgir — isso se acreditamos que não existem mais. Talvez a melhor pergunta seja apenas "por quê?". E ainda devemos satanizar os alemães, que viraram o Judas do século XX?
Foi com essas questões que saí do cinema no dia em que vi A Fita Branca. E agora uma amiga me mostrou esse texto, que expressa de forma embasada aquilo que eu apenas sinto. É longo, mas vale a leitura. Para quem ainda não viu o filme e prefere se preservar, o texto conta algumas cenas e vale a pena ver o filme antes de ler.
Reflexões à parte, o filme é uma obra de arte. Vale a pena ser visto no cinema.
quarta-feira, 24 de março de 2010
Romances
Para não dizer que não falei de romances nesse mês de março, esse texto é dedicado às noivas que eu amo... as noivas de Tim Burton. Dentre elas, a que mais me impressionou foi a Mrs. Lovett, de Sweeney Todd, ela que sabe o que quer e luta por seu amado. Apesar da brutalidade da vida que viviam, Mrs. Lovett é uma sonhadora e faz planos, como qualquer mortal do sexo feminino. Uma prova disso é o trecho em que ela abre seu coração ao amado barbeiro, que atentamente compartilha seus sonhos.
quarta-feira, 10 de março de 2010
E a vida nos ensina...

Eu esperava mais dela, uma menina de 16 anos, no início da década de 60, cheia de dúvidas em relação à utilidade da educação feminina. Mesmo sendo uma aluna inteligente, a melhor de sua turma, prestes a ingressar na Universidade de Oxford. Ela não conseguia se desvencilhar do destino óbvio de todas as mulheres, que no final das contas parecia dar no mesmo lugar: marido e filhos.

Hoje as mulheres são independentes, possuem emprego, carro, casa e pagam suas contas. As coisas parecem diferentes. Elas não duvidam mais da necessidade de fazer uma graduação e construir uma carreira. Somos independentes! Ou quase... no dia-a-dia ainda lutamos por um lugar ao sol em território afetivo, vivemos num campo emocional minado e qualquer passo em falso pode detonar uma bomba que deixa a mulher em frangalhos.

Achamos óbvia a necessidade de encontrar um homem que queira dedicar a vida dele a uma família que nos inclua. Apostamos nos filhos e contruímos nosso sonho romântico. Mas os homens possuem uma mobilidade maior, conseguem sair das relações menos feridos e abdicam de boa parte da educação dos filhos, mesmo casados. Assim, as mulheres cursam uma graduação, constroem uma carreira e no final tudo vai dar no mesmo lugar: ex-marido e filhos.
Por isso, hoje dedico esse texto às mulheres e desejo a todas nós independência afetiva.
quarta-feira, 3 de março de 2010
A queda

Resistir ou render-se? Eis a minha questão diante do filme "A Queda – As últimas horas de Hitler", que em Portugal recebeu o nome de "A Queda – Hitler e o Fim do Terceiro Reich" e achei mais coerente com a narrativa, que não se prende ao ditador, mostrando os últimos dias da resistência Alemã em Berlim. Portanto, é um filme que fala também sobre a força, moral, lógica e fragilidades do ato de resistir.
Somos criados para ser fortes, não ceder e lutar. Se vamos mal numa prova, tentamos outra vez e não desistimos. Isso é bom! Existem pessoas que tentam durante anos a mesma prova... isso é bom? Tenho minhas dúvidas. Não seria melhor aceitar a incapacidade e a fragilidade, buscando uma oportunidade mais favorável? O problema com a resistência é quando ela se torna obstinada e inflexível. Não se passa anos na terapia aprendendo a perde de vez em quando? As perdas são saudáveis!
Não queremos ser frágeis, mas a força reside no ato de admitir a fragilidade, aceitar que somos dependentes, que temos limites, que nenhuma situação é eterna, que o topo é só um estágio passageiro. É nesse ponto que a resistência torna-se um câncer que a tudo destrói.
"Se não podemos viver sem limites, também não podemos viver dentro de limites sufocantes. Assim, é preciso limitar até as Limitações." e "Quando um caminho termina, convém aceitar com serenidade o novo rumo que está se configurando." Alayde Mutzenbecher – I Ching, hexagrama 60
Sigo na luta pela fragilidade, pela aceitação dos meus limites e incapacidades externas.




