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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Minha fantasia de Carnaval

Está rolando, entre as minhas amigas do facebook, uma brincadeira para o Carnaval: cada um coloca na foto do perfil um retrato de famoso com que se parece. Assim, cada um se fantasiaria virtualmente. Essa é uma prática bastante comum no universo digital. Nos blogues, chats e redes sociais da vida você pode ser quem quiser. Daí os avatares...

Bem, aqui já encarno a Amelie Poulain por seu espírito sonhador, mas em momento algum eu quis ser ela. Gosto das personagens fortes. Minha fantasia favorita seria a carrancuda, calada e muito eficiente Trinity de Matrix. Ela sim! É uma fantasia e tanto!

Desde os primeiros minutos do filme, logo após o agente Smith dizer que os policiais já estavam mortos ao tentarem encurralar aquela mocinha, ela me encantou numa sequência onde Trinity, aparentemente num beco sem saída, agride os policiais num balé aéreo memorável, foge pela janela, corre pelos telhados, pula entre prédios, se joga numa janelinha minúscula para cair já de arma em punho e conseguir fugir. Pronto! O filme já tinha me ganhado, e a partir dali meus esforços seriam compreender como ela conseguia fazer aquilo tudo, que lógica havia na trama.









Trinity é uma personagem feminina forte, objetiva, consciente de sua capacidade, séria em sua missão, mas sem perder capacidade de amar. É lamentável que as sequências de Matrix tenham acabado com tudo, inclusive com a magia dela. Pra mim, só existiu um filme chamado Matrix, os demais foram produtos da Matrix.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Avatar x Matrix

Eu não tinha pensado em ver, mas uma declaração de que o impacto causado por Avatar era semalhante ao causado por Matrix, acabou me convencendo a ver o filme e conferir se era isso mesmo. Não sei se foi a expectativa criada pela lotação nas salas de cinema ou a distância de dez anos entre um filme e outro, mas Avatar não me impressionou tanto quanto Matrix

Na verdade, não sei se hoje Matrix me entusiasmaria tanto quanto me entusiasmou há dez anos. Talvez eu tenha amadurecido, visto mais filmes e me tornado insensível a muitas coisas... o fato é que achei Avatar fraco. Entulhado de clichês. Já vi esse filme de diversas formas diferentes... engraçado, Matrix também é cheio de clichês, mas tem umas coisas que pra mim eram "novas" naquele momento, umas questões filosóficas, sobre a ilusão do mundo. A realidade não é absoluta, existem muitas coisas que estão além dos nossos olhos...

Avatar não tem nada de novo além do cenário, mas que também não é tão espetacular assim. Pandora é bonita, tem uma flora e fauna belíssimas, com cores, movimentos e luminosidades inusitadas... mas não sei, fiquei com uma sensação de deja-vu diante de cenários como esse:


As imagens mais interessantes não estão na web, logicamente...

O povo Na'vi é uma mistura de elfos com índios. Também sem novidades... exibem uma conexão profunda com a natureza e acho acho que o filme poderia ter se aprofundado mais na questão da sustentabilidade. Aliás, o filme não se aprofunda em nada, em personagem algum. É tudo muito superficial. E falando em frivolidades, gostei do alargador que eles usam, adoro alargadores. Também gostei das caudas... sempre quis ter uma! rs rs s

OK, tiveram coisas legais... mas que foram apenas pinceladas no filme. As aves, amei as aves (Ikrans) e a forma como os Na'vi se comunicavam com os seres em geral, através de raízes. A forma como os Ikrans e os Na'vi se escolhiam também é curiosa, dá pra refletir sobre isso na vida. Como a gente se escolhe, como reconhecemos os amigos, os parceiros, como são essas escolhas? A rivalidade não é uma forma de conexão? 

Enquanto as cenas de ação em Matrix me tiravam da cadeira e me deixavam ligada, as de Avatar me cansaram. Nada se compara à invasão de Neo e Trinity para resgatar Morpheus. Na boa, para mim, Avatar não chega nem aos pés de Matrix!

Enfim, esse foi meu primeiro filme 3D e o efeito é bem interessante. Fiquei imaginando como teria sido Matrix em 3D... aquela cena das pilhas humanas... teria sido SENSACIONAL!