Devo dizer que depois de ver o filme e ler o conto, tive certeza que são coisas diferentes. O conto de Fitzgerald faz uma sátira com esse desejo idílico do ser humano, de ter maturidade e juventude ao mesmo tempo, e mostra que como o sol e a lua, esses dons não caminham na mesma direção — de nada adiantaria inverter sua ordem.
Já o filme tem uma forte mensagem de que, na vida, nada está fora do lugar, tudo acontece no tempo certo. Aquilo que parecia perdido, só não estava amadurecido o suficiente e em breve poderá dar frutos. Também fala que estamos amadurecidos no momento mais rico de nossas vidas, onde podemos ver nossos frutos crescerem e andar com as próprias pernas. Eu o resumiria no texto bíblico:
“Tudo tem o seu tempo determinado,
e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.
Há tempo de nascer, e tempo de morrer;
tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;
Tempo de matar, e tempo de curar;
tempo de derrubar, e tempo de edificar;
Tempo de chorar, e tempo de rir;
tempo de prantear, e tempo de dançar;
Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras;
tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar;
Tempo de buscar, e tempo de perder;
tempo de guardar, e tempo de lançar fora;
Tempo de rasgar, e tempo de coser;
tempo de estar calado, e tempo de falar;
Tempo de amar, e tempo de odiar;
tempo de guerra, e tempo de paz.”
Eclesiastés 3